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Entenda como corrigir a rachadura na laje antes dos estragos

A rachadura na laje costuma gerar preocupação, especialmente quando não se sabe ao certo a origem do problema ou o que fazer diante dele. Muitas vezes, a dúvida é se aquela fissura é algo simples ou se pode evoluir para algo mais sério. 

O que nem todos percebem é que, se ignorada, essa rachadura pode causar infiltrações, comprometer a segurança da estrutura e aumentar os custos com reparos emergenciais.

Mas você sabe o que pode causar esse tipo de dano, quais são os diferentes tipos de fissuras que costumam aparecer e as soluções para corrigir esse problema? É sobre isso que vamos falar hoje. 

Por que as rachaduras na laje acontecem?

Antes de pensar em como corrigir uma rachadura na laje, é importante entender por que esse tipo de problema acontece. Embora cada caso tenha suas particularidades, algumas causas são bastante recorrentes em construções residenciais e comerciais. 

Entre elas, destaca-se a movimentação natural da estrutura ao longo do tempo. Com o passar dos anos, toda edificação passa por pequenas deformações. Essas alterações podem ser intensificadas quando há sobrecarga em pontos específicos da laje ou quando o solo apresenta recalques desiguais, ou seja, afundamentos irregulares. 

Esses movimentos criam tensões que, em muitos casos, acabam resultando em fissuras. Em construções mais antigas, isso se torna ainda mais comum, já que os métodos de cálculo estrutural utilizados no passado não seguiam os mesmos padrões de rigor técnico de hoje.

Outro fator relevante que pode causar rachadura na laje está ligado a fase inicial da construção, a má execução da obra. Um exemplo é o uso de concreto com dosagem inadequada, quando há excesso de água ou pouco cimento na mistura, a resistência final da laje pode ser comprometida. 

Além disso, o posicionamento incorreto das armaduras, que são as barras de aço responsáveis por reforçar a estrutura, pode gerar pontos de tensão e facilitar o aparecimento de trincas. 

A cura do concreto também exige atenção: se não for feita da forma correta, sem a umidificação necessária após a concretagem, o material pode rachar por retração.

Por fim, as condições do ambiente e a forma como o imóvel é utilizado também têm impacto direto na integridade da laje. Variações de temperatura, como calor intenso seguido de chuvas, provocam dilatações e contrações no concreto. 

Da mesma forma, a sobrecarga provocada por móveis muito pesados ou mudanças no layout que concentram peso em determinados pontos pode exceder os limites previstos no projeto, contribuindo para o surgimento de rachaduras.

Como identificar os tipos de rachadura na laje?

Nem toda fissura apresenta o mesmo nível de gravidade. Saber diferenciar o tipo de rachadura ajuda a escolher a técnica correta de correção e a mensurar os riscos de deixar o problema sem solução. Podemos classificar as fissuras de acordo com sua origem, formato e largura.

Rachaduras estruturais

São as mais graves, pois indicam movimentos ou sobrecargas que ultrapassaram a capacidade de resistência planejada para a laje. 

Geralmente aparecem em “V” ou “Z” levando ou partindo de pontos de apoio (vigas ou pilares). Medir a largura é essencial, se a fissura for maior que 0,3 mm, já pode indicar destratamento mais sério. É comum que haja comprometimento também nas vigas ou pilares próximos.

Fissuras de retração

O concreto, ao perder umidade, sofre retração, gerando microfissuras superficiais. Essas fissuras normalmente têm tonalidade mais clara (quando secas) e largura inferior a 0,1 mm. 

Geralmente aparecem em padrão aleatório, como uma teia fina, sem se alastrar em direção a pontos de apoio. Embora não indiquem necessariamente falha estrutural, permitem a entrada de água, o que pode piorar o problema com o tempo.

Fissuras de flexão

Costumam surgir no meio do vão da laje, onde a flecha (curvatura) é maior. Se a laje estiver subdimensionada ou sofrer carga excessiva, a tensão de tração na face inferior gera fissuras horizontais ou ligeiramente inclinadas

O risco é que, com o tempo, esse tipo de fissura possa se ampliar, levando a perda de capacidade de carga e até rompimento localizado.

Fissuras de cisalhamento (cisalhantes)

Ao contrário das fissuras de flexão, que ocorrem no meio do vão, as de cisalhamento aparecem próximas aos apoios (vigas e pilares). Elas têm formato aproximadamente em “V” invertido, apontando para a direção do apoio. 

Esse tipo de rachadura indica que o esforço de corte excedeu a resistência do concreto armado naquela região. Se não for tratada rápido, pode levar ao comprometimento do apoio e a colapsos progressivos.

Quais os riscos de não corrigir a rachadura na laje?

Deixar uma rachadura na laje sem correção pode parecer algo sem urgência, principalmente quando ela não apresenta infiltração visível. Mas, com o tempo, o problema pode se agravar e trazer consequências bem maiores e mais caras. 

Uma das primeiras é o surgimento de infiltrações que acabam manchando paredes, formando bolhas no forro e até soltando a pintura. Além do incômodo visual, a umidade constante favorece mofo e fungos, o que prejudica a saúde e o conforto de quem vive no espaço.

Outro risco é a corrosão da armadura de aço que está dentro do concreto. Quando a água penetra por essas fissuras, ela carrega elementos que atacam o metal, provocando ferrugem, o que compromete a estrutura, gera novas trincas e enfraquece a laje como um todo. E quanto mais o tempo passa, maior o custo e a complexidade do reparo.

Também não dá para ignorar o impacto na segurança. Uma rachadura que se expande pode afetar partes importantes da estrutura, especialmente em áreas que recebem muito peso, como garagens. Em casos extremos, o risco de colapso existe e ninguém quer conviver com essa possibilidade.

Além disso, rachaduras visíveis desvalorizam o imóvel. Quem está interessado em comprar ou alugar repara nessas falhas e pode interpretar como sinal de má conservação. Isso pode atrasar uma negociação, diminuir o valor de mercado e até travar financiamentos, caso o imóvel não passe em uma vistoria técnica.

Quais as técnicas para correção de rachadura na laje?

Após identificar o tipo de fissura presente na laje e os riscos de não corrigir esse dano, o próximo passo é escolher a técnica de correção mais adequada. 

Essa escolha depende de diversos fatores, como a largura, profundidade e extensão da rachadura, o local exato onde ela está, o grau de umidade presente, se há comprometimento da armadura e também os recursos disponíveis para o reparo. 

Entre as soluções mais utilizadas por profissionais da área estão a injeção de resinas, o reforço estrutural e a reconstituição do cobrimento de concreto.

A injeção de resina epóxi ou poliéster costuma ser uma boa alternativa para rachaduras pequenas ou médias, especialmente quando o concreto ainda está em boas condições. 

A resina epóxi é ideal quando se busca alta resistência e vedação, enquanto a poliéster, por ser mais flexível, é indicada para fissuras sujeitas a pequenos movimentos.

Já o reforço estrutural é necessário quando a rachadura indica problemas mais graves, como sobrecarga ou falhas no dimensionamento da laje. 

Nesse caso, o reparo exige a adição de elementos que aumentem a resistência estrutural, como chapas metálicas coladas, laminados de fibra de carbono, concreto projetado ou perfis metálicos aparafusados. 

Por fim, em fissuras superficiais, que não comprometem a estrutura, pode ser suficiente reconstituir o cobrimento do concreto. Isso é feito por meio de raspagem da área afetada, aplicação de primer e uso de argamassa para nivelar e vedar.

A importância da impermeabilização após a correção

Depois de corrigir a rachadura na laje, a impermeabilização é fundamental para proteger a estrutura contra novos danos. Mesmo com o reparo feito, a umidade continua sendo uma ameaça, pois a água que penetra pode enferrujar as armaduras e causar novas fissuras ao longo do tempo.

A impermeabilização funciona como uma camada protetora, bloqueando a passagem da água da chuva, da umidade do solo e da condensação. Isso também ajuda a reduzir as variações de temperatura que fazem o concreto se expandir e contrair, evitando assim o surgimento de novas trincas.

Sem essa proteção, o esforço e o investimento na correção podem ser comprometidos e a laje pode voltar a apresentar problemas. 

Por isso, aplicar um impermeabilizante adequado é uma maneira eficiente de garantir a durabilidade da laje e a segurança da construção.

A VUCAN tem a solução para rachaduras na laje

Identificar e corrigir a rachadura na laje de forma rápida e eficiente é essencial para preservar a segurança e a durabilidade da estrutura. 

Entender as causas mais comuns, diferenciar os tipos de fissuras e aplicar técnicas adequadas de reparo, como injeção de resinas ou reforço estrutural, são passos importantes para evitar problemas maiores. 

Além disso, a impermeabilização após a correção protege a laje contra a ação da umidade, prevenindo novos danos e garantindo a vida útil do concreto.

Na VUCAN você tem acesso a impermeabilizantes de alta qualidade para proteger sua laje após a correção das rachaduras. Conheça os produtos VUCAN e garanta uma barreira eficaz contra a umidade, preservando a durabilidade e a segurança da sua construção.

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